Tem um ditado que eu sempre gostei bastante, após ouvi-lo pela primeira vez há muitos anos, atribuído de forma apócrifa a Confúcio, quando na real é apenas um fruto da cultura popular. A sabedoria vem de escutar; de falar vem o arrependimento. Eu nunca vivi por essa filosofia, apesar de achá-la prudente. Sim, eu acho que eu sou um bom ouvinte (minha esposa e meus sócios podem ter outra opinião a respeito), e eu gosto de pensar que eu sempre soube escolher a hora de falar menos e escutar mais. Mas é inegável que eu sempre gostei de falar. Não falar sempre foi associado, na minha visão, a algo como timidez, falta de engajamento ou, pior, falta de interesse, coisas que vão contra a constituição da minha personalidade. Afinal, sou filho de um cantor, filósofo, piadista e de uma viajante, professora, contadora de histórias. Lá em casa, incluindo minhas irmãs, todo mundo sempre gostou de falar. Minha incontinência em fazer perguntas e comentários às vezes me coloca em apuros, saias justas…
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